quarta-feira, 8 de agosto de 2018

ASSEMBLEIAS ESCOLARES

As Assembleias Escolares são estratégias de resolução de conflitos que utilizam a democracia participativa e os recursos do diálogo e da coparticipação, visando a compreensão, a resolução e superação dos problemas cotidianos.

Diferentemente dos Grêmios Escolares onde os alunos são representados pela chapa vencedora, nas assembleias escolares todos os alunos poderão defender seus pontos de vista, argumentando reflexivamente, ouvindo o outro e respeitando os argumentos contrários.

Acredito que as assembleias de alunos instituídas nas escolas, terão relevância na construção de alunos críticos, no desenvolvimento da empatia ( colocar-se no lugar do outro) na expressão de solidariedade e principalmente na capacidade de resolver conflitos ou problemas cotidianos de forma racional, sem violência, analisando, refletindo e  compreendendo os fatos, as contradições e as dificuldades implícitas no enfrentamento dos problemas.

As Assembleias Escolares vem ao encontro do que está expresso nas Competências Gerais da BNCC – Bases Nacional Comum Curricular, aos alunos da Educação Básica. Segundo a BNCC, precisamos que nossos alunos saibam posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, respeitando a opinião e o conhecimento produzido pelo outro, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas. Ainda, estabelece a BNCC,  que os alunos precisam questionar a realidade, formulando problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

Como diz o Professor Ulisses F. Araújo, autor do livro: Assembleia escolar: um caminho para a resolução de conflitos.  (São Paulo, Moderna, 2004).

“As assembleias são o momento institucional da palavra e do diálogo. O momento em que o coletivo se reúne para refletir, tomar consciência de si mesmo e transformar tudo aquilo que os seus membros consideram oportuno. É um momento organizado para que alunos e alunas, professores e professoras possam falar das questões que lhes pareçam pertinentes para melhorar o trabalho e a convivência escolar.”
“... Em um espaço de assembleia, ao se dialogar sobre um conflito é garantido a todos os membros que dela participam a igualdade de direitos de expressar seus pensamentos, desejos e formas de ação, ao mesmo tempo que é garantido a cada um de seus membros o direito à diferença de  pensamentos, desejos e formas de expressão.”

As assembleias de sala de aula ao trazerem as críticas e elogios para o para o espaço coletivo provocam a reflexão sobre os fatos cotidianos, incentivam o protagonismo  e a participação de todos os alunos,  na busca de soluções e ou encaminhamentos para os problemas elencados pelos alunos, respeitando as opiniões divergentes, as diferenças em relação aos valores e crenças constituídos individualmente. 
É necessário também refletir com os alunos que nem sempre é possível atingir os objetivos desejados, e desenvolver a resiliência e a persistência faz parte do cotidiano de uma vida saudável.

A EPG Carlos Drummond de Andrade, como previsto em seu Plano de Ação para o ano letivo de 2018, vem implantado as Assembleias Escolares, visando instituir os princípios e direitos de aprendizagem corroborados na BNCC, e explicitados nas estratégias das assembleias, tais como: resolução de conflitos pelo diálogo, respeito as opiniões dos colegas, organização do pensamento e sua relação com a oratória visando a escrita de textos pertinentes, desenvolvimento da argumentação coerente, crítica e ética, desenvolvimento da empatia, e da solidariedade.


Neste mês de Agosto, os alunos do 5º  ano A, da Professora Alexsandra da Conceição Machado realizaram sua primeira Assembleia Escolar. O evento teve a presença da gestão escolar e da Secretária Adjunta da SECEL- Secretaria de Educação, Cultura, Esporte  e Lazer,  Professora Marli Aparecida Nabas Lopes e a Professora Inês Aparecida Franco de Matos do DOEP.


Na proposição da Assembleia, os alunos criticaram a falta de diversidade na alimentação escolar. Os alunos Victoria, Pedro, Luis Daniel, Gabriele, Evelyn, Felipe Bueno e outros, revezaram-se na argumentação da ausência de alimentos, que eram servidos anteriormente, como macarrão, bolachas recheadas, salsichas, bolinhos, e na repetição constante de arroz e feijão, carne e verduras. 

Criticaram também a ausência da exposição de um cardápio na entrada do refeitório, que lhes facilitariam a observância das refeições propostas pela SECEL e aquelas oferecidas pela cozinha da Escola. Ao final da exposição dos motivos de suas criticas, resolveram solicitar a presença das cozinheiras para esclarecimentos de suas dúvidas e descontentamentos.

De pronto foram atendidos pelas cozinheiras Valda, Noemi e Nilcéia, que explicaram que as refeições por elas preparadas seguiam as especificações do DASE,  Departamento de Alimentação Escolar, que através de suas nutricionistas elaboravam o cardápio necessário ao pleno desenvolvimento dos alunos e que alguns alimentos haviam sido retirados pois não eram adequados como as salsichas . Os alunos insistiram na falta de diversidade da alimentação, ao que as cozinheiras alegaram que os alimentos eram fornecidos pela SECEL. 


Os alunos fizeram propostas como: variar a forma de servir os alimentos, solicitaram sucos naturais com as frutas encaminhadas, e disseram que irão encaminhar documento ao DASE com suas sugestões e solicitações, além de convidar algum técnico da SECEL para esclarecimento das dúvidas restantes.


Os gestores presentes e a Senhora Secretária Adjunta de Educação também encaminharam sugestões e ouviram as solicitações dos alunos, propondo-se  conjuntamente na solução das reivindicações. 


Guarulhos, 07 de Agosto de 2018
Maria de Deus Estevinho Lopes Giannattasio
Diretora da EPG Carlos Drummond de Andrade


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